Arquivo da categoria ‘Língua Portuguesa’

Desde há muito tempo, a comunicação sempre foi uma necessidade do homem, seja para trocar ideias ou experiências com outros membros do seu grupo. O homem quando faz parte de uma sociedade, vai construindo uma cultura própria que é passada de geração a geração. Toda atividade humana depende de alguma forma de comunicação. Por isso, é tão importante a função da comunicação no mundo moderno.

Mesmo sendo predominante a ideia de comunicação verbal, falada ou escrita, existem, entretanto, outros meios de comunicação, como os gestos, imagens, sons, artes e até o sinal do computador, que constituem formas de comunicação não verbal. Porém, o meio mais eficiente de que dispõe é a linguagem.

1. LINGUAGEM

É a capacidade do homem de comunicar-se por meio de uma língua. É também, qualquer sistema de signos simbólicos empregados na intercomunicação social com o objetivo de expressar e comunicar ideias e sentimentos. Para alguns estudiosos, a linguagem é usada para designar todo sistema de sinais que serve de meio de comunicação entre os indivíduos.

A linguagem humana articulada se realiza de maneira concreta por meio de formas especificas chamadas atos linguísticos, que se organizam em sistemas denominados tradicionalmente línguas. Sendo assim, em virtude da modernidade, outros fatores, como o modo de andar, sentar, falar, a maneira de se vestir, o comportamento social vêm sendo observados como formas de comunicação entre as pessoas.

2. LÍNGUA

A língua é uma instituição social, pertence a todos os indivíduos da mesma comunidade ; apresenta caráter abstrato, por ser um código, um sistema de signos, no entanto, concretiza-se por meio de atos de fala. Fala é a realização concreta de uma língua.

2.1 Sígno Linguístico

É um elemento que apresenta significante e significado. Quando ouvimos a palavra livro, reconhecemos os sons que o formam. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está presente em nossa memória. Dessa forma, armazenamos em nosso cérebro a imagem sonora dessa palavra, que é o significante do signo livro. Ao ouvir essa palavra, pensamos logo num objeto que podemos ler, estudar e, através dele, podemos adquirir conhecimentos. Sabemos que é um conceito que não se atribui a qualquer objeto, é o significado do signo livro, e que por sua vez se encontra armazenado em nosso cérebro.

O signo livro, portanto, relaciona-se com dois aspectos de nossa memória : uma imagem acústica, que corresponde a uma sequência de sons (o significante) , e um conceito, um dado do conhecimento humano sobre o mundo (o significado) . As palavras escritas ou orais são significantes, e as ideas ou conceitos a elas relacionados são significados.

2.2 Discurso

É a língua no ato, na execução individual. É a forma concreta sob a qual se manifesta a língua. É o ato de utilização individual e concreto da língua no processo da linguagem. O processo de comunicação pode realizar-se pela linguagem oral ou pela escrita. Mesmo que a linguagem seja a mesma, a expresão escrita é diferente da oral.

Diferentemente da língua falada, a língua escrita é mais abstrata, mais refletida, requer mais elaboração quanto às regras gramaticais. Cada indivíduo, para se comunicar, utiliza o código linguístico da maneira que achar mais adequado, ou seja, de acordo com o contexto do qual faz parte.

Veja algumas características da Linguagem Oral e da Linguagem Escrita :

# Linguagem Oral

Repetição de palavras ;

Emprego de gírias, neologismos ;

Emprego restrito de certos tempos e aspectos verbais ;

Colocação pronominal livre ;

Frases feitas, chavões ;

Frases inacabadas ;

Formas contraídas, omissões de termos no interior das frases ;

Predomínio da coordenação ;

# Linguagem Escrita

Vocabulário variado ;

Emprego de termos técnicos ;

Emprego de subjuntivo, futuro do pretérito ;

Colocação pronominal de acordo com a gramática ;

Variedade na construção das frases bem construídas ;

Clareza na redação, sem omissões e ambiguidades ;

Emprego de coordenação e subordinação ;

3. VARIEDADES LINGUÍSTICAS

A língua, enquanto código ou sistema, permite uma variedade de usos, que podem ser adotados pelos falantes, em conformidade com as exigências situacionais da comunicação. Uma linguagem nunca é falada da mesma maneira pelos seus usuários, ela está sujeita a muitas variações, ou seja, o modo de falar de falante varia. Estas variações acontecem de época para época, de região para região, de grupo social para grupo social e tantas outras variedades existentes no português brasileiro.

A essa variedade, seja social ou individual, dá-se o nome de variantes linguísticas. As variantes linguísticas podem ser atribuídas a diversas influências : geográficas, sociais, etária, profissional, contextuais.

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– A –

Abençoo [ Forma verbal ]

Abotoo [ Forma verbal ]

Açoriano

Acriano

Adenoide

Aeroespacial

Afro-asiático

Afrodescendente

Afro-luso-brasileiro

Afromestiço

Agroindustrial

Água com acúçar

Água de cheiro

Água-de-colônia

Águe / Ague ( ú ) [ Formas verbais ]

Aiuba

Alcaloide

Alcateia

Além-fronteira

Além-mar

Ama de leite

Amoré-guaçu

Amoreia

Amor-perfeito

Anajá-mirim

Andá-açu

Andorinha-do-mar

Andorinha-grande

Andreia

Androide

Anglo-americano

Anglo-canadense

Ante-estreia [ Vogal + Vogal -> Hífen ]

Ante-hipótese

Anterrosto

Antessacristia

Antessala

Antesocrático

Antiaéreo

Antialcoólico

Antiarlégico

Antiamericanismo

Antiético

Anti-hemorrágico

Anti-herói

Anti-higiênico

Anti-horário

Anti-humano

Anti-ibérico

Anti-imperialismo

Anti-infeccioso

Anti-inflacionário

Anti-inflamatório

Antioxidante

Antirrábico

Antirracismo

Antirreligioso

Antirroubo

Antirrugas

Antissemita

Antisséptico

Antissequestro

Antissimetria

Antissionista

Antissocial

Antissoviético

Anti-Stalin

Antistalinista

Antropoide

Ao Deus-dará

Apneia

Apoio, Apoiem, Apoie [ Formas verbais ]

Aquém-mar

Aquém-oceano

Arco-da-velha

Aeguo, Arguis, Argui [ Formas verbais ]

Arqui-hipérbole

Arqui-inimigo

Arqui-irmandade

Arquirrivalidade

Arquirromântico

Assembleia

Asteroide

Ateia

Autoadesivo

Autoafirmação

Autoajuda

Autoanálise

Autoaprendizagem

Autoavaliação

Autoescola

Autoestima

Autoestrada

Autoimunidade

Autoindicação

Autoinstrução

Autointoxicação

Auto-observação

Auto-ônibus

Autopiedade

Autorregulamentação

Autorrespeito

Autorretrato

Autosserviço

Autossuficiência

Autossugestão

Autossustentável

Averíguo / Averiguo ( ú ) [ Formas verbais ]

Azaleia

– B –

Baba de moça

Bahia de todos-os-santos [ Capitania ]

Baía de todos-os-santos [ Acidente geográfico ]

Baiuca

Basileia

Benfeito

Benzoico

Bicho de sete cabeças

Bicho do mato

Bico de jaca

Bico de papagaio

Bico-de-papagaio [ Botânica ]

Bi-harmônico

Bilíngui ( ü )

Biorritmo

Biossatélite

Blêizer

Boca de sino

Bocaiuva

Boia

Boia-fria

Boiuno

Bola ao cesto

Boleia

Boraceia

Brasileia

Bumba meu boi

Butanoico

Byroniano [ De Byron ]

– C –

Cabo de guerra

Cabra da peste

Café com leite

Café da manhã

Calcanhar de aquiles

Calcanhar de judas

Caldeia

Cama de gato

Câmara de ar

Camisa de força

Camisa de vênus

Cananeia

Carne de sol

Castanha-do-pará

Caucasoide

Cavalo de pau

Ceará-Mirim

Cafaleia

Cenozoico

Centopeia

Centro-americano

Chá de panela

Cingapura

Circum-escolar [ Circum + Vogal -> Hífen ]

Circum-hospitalar [ Circum + H -> Hífen ]

Circum-murado [ Circum + M -> Hífen ]

Circum-navegação [ Circum + N -> Hífen ]

Claraboia

Coabitar

Coautor

Cidelinquente

Codiretor

Coedição

Coeducação

Coerdeiro

Coexistir

Cofundador

Colmeia

Cologaritmo

Comista [ De Comte ]

Contêiner

Contra-almirante

Contra-argumento

Contradomínio

Contraespionagem

Contraexemplo

Contra-harmônico

Contraindicação

Contraofensiva

Contraoferta

Contraordem

Contrarreforma

Contrarregra

Contrarrevolução

Contrassenha

Contrassenso

Coo [ Forma verbal ]

Coobrigação

Coocupante

Coordenador

Copiloto

Coprodução

Cor-de-rosa

Coreano

Coreia

Coreico

Corioide / Coroide

Coroo [ Forma verbal ]

Correlação [ Co + R -> Sem Hífen e dobra o R ]

Correligioso

Corréu

Corticoide

Cossecante [ Co + S -> Sem Hífen e dobra o S ]

Cosseno

Cossenoide

Cotangente

Creem [ Forma Verbal ]

Cuiuba

– D –

Darwinismo [ De Darwin ]

Deem [ Forma verbal ]

Deságuo / Desaguo ( ú ) [ Formas verbais ]

Descreem [ Forma Verbal ]

Destoo [ Forma Verbal ]

Destróier

Desumano

Diarreia

Dicroico

Di-hibridismo

Di-hidrazina

Dismenorreia

Dispneia

Doo [ Forma verbal ]

Dulcineia

– E –

Eletro-hidráulico / eletroidráulico

Eletro-óptica

Eletrossiderurgica

Enjoo [ Substantivo / Forma verbal ]

Entre-eixo

Enxáguo / Enxaguo ( ú ) [ Formas verbais ]

Epopeia

Epopeico

Eritreia

Espermatozoide

Esquizoide

Esteroide

Estoico

Estreia [ Substantivo / Forma verbal ]

Estreie [ Forma verbal ]

Estroina

Etanoico

Euro-africano

Euro-americano

Euro-asiático

Europeia

Ex-almirante

Ex-aluno

Ex-diretor

Ex-hospedeira

Ex-marido

Ex-presidente

Ex-primeiro-ministro

Ex-rei

Extra-atmosférico

Extraescolar

Extra-humano

Extraoficial

Extrarregimento

Extrarregular

Extrasseco

Extrassensorial

Extrasssístole

Extrassolar

– F –

Farmacopeia

Farmacopeico

Faz de conta

Feuijão com arroz

Feiume

Filipeia

Flavonoide

Forma

Frankliniano [ De Franklin ]

– G –

Gaiuta

Garrettiano [ De Garrett ]

Gêiser

Geleia

Geoide

Gonorreia

Gonorreico

Grão-pará

Guaíba

Guaíra

Guarda-chuva

Guarda-noturno

Guarda-roupa

– H –

Hebreia

Hemorroida

Heroico

Hidrelétrica / Hidroelétrica

Hiper-realista

Hiper-requintado

Hiper-requisitado

Humanoide

– I –

Ideia

Indo-africano

Indo-árabe

Indo-europeu

Indo-pacífico

Infra-assinado

Infra-axiliar

Infraestrutura

Infrarrenal

Infrassom

Interespecífico

Inter-racial

Inter-regional

Interregno

Inter-relação

Inter-resistente

Intra-articular

Intra-hepático

Intraindústria

Intraocular

Intrarraquidiano

Intrassubjetivo

Intrauterino

Introito

– J –

Jardim de infância

Jardim de inverno

Jiboia

Jogo da velha

Joia

Jureia

– K –

Kantismo [ De Kant ]

Kuwait

Kuwaitiano

– L –

Lambisgoia

Leão de chácara

Leem [ Forma verbal ]

Leiloo [ Forma verbal ]

Leva e traz

Lindoia

Língua de sogra

Lua de mel

Luso-brasileiro

Luso-espanhol

– M –

Mãe de santo

Magoo [ Forma verbal ]

Mais-que-perfeita

Malfeito

Manacá-açu

Mandachuva

Mantêm [ Forma verbal ]

Mão de ferro

Mão de obra

Maria vai com as outras

Mastoide

Mastóideo

Mato-grossense

Maxi-indexação

Medeia

Megalivraria

Megassena

Megassoma

Mesoatlântico

Mesoceeânico

Mesopacífico

Mesozoico

Metanoia

Microeletrônica

Micro-ondas

Micro-ônibus

Micro-organismo / microrganismo

Microrradiografia [ Micro + R -> Sem Hífen e dobra o R ]

Microrregião

Microssistema [ Micro + S -> Sem Hífen e dobra o S ]

Miniconto

Minidesvalorização

Minidicionário

Minienciclopédia

Miniexposição

Miniquadra

Minirrádio

Minirretrospectiva

Minissérie

Minissubmarino

Minitorneio

Mongoloide

Moo [ Forma verbal ]

Moreia

Morfeia

Movimento dos Sem-Teto do Centro [ MSTC ]

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Teto [ MST ]

Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto [ MTST ]

Muiuna

Multicultural

Multimilionário

– N –

Nazifascismo

Neoeslavismo

Neoestoicismo

Neoexpressionismo

Neo-helênico

Neoimperialismo

Neorrealismo

Neozoico

Ninfeia

Ninfoide

Norte-americano

Nucleico

– O –

Odisseia

Olho de sogra

Onomatopeia

Onomatopeico

Ovoide

– P –

Pai de santo

Pai dos burros

Paleozoico

Panaceia

Pan-africano [ Pan + vogal -> Hífen ]

Pan-americano

Pangeia

Pan-helênico [ Pan + H -> Hífen ]

Pan-mágico [ Pan + M -> Hífen ]

Pan-negritude [ Pan + N -> Hífen ]

Panrusso

Para [ Preposição / Forma verbal ]

Para-brisa

Para-choque

Para-lama

Paraná-mirim

Paranoia

Paranoico

Paranoide

Paraquedas

Paraquedista

Para-raios

Para-sol

Para-vento

Passa-Quatro

Patuleia

Pau a pique

Pau de arara

Pauliceia

Pé-de-meia

Pé de moleque

Pé de pato

Pela [ Substantivo / Forma verbal ]

Pelo [ Substantivo / Preposição / Forma verbal ]

Pera [ Substantivo / Preposição arcaica ]

Perdoo [ Forma verbal ]

Perestroica

Pigmeia

Pinoia

Piorreia

Piramboia

Plateia

Plurianual

Plutoide

Pode [ 3º pessoa do singular, presente do indicativo ]

Pôde [ 3º pessoa do singular, preterito perfeito do indicativo ]

Pó de arroz

Poli-insaturado

Poliploide

Polo [ Substantivo / Preposição ]

Pompeia

Pôr [ Forma verbal ]

Por [ Preposição ]

Povoo [ Forma verbal ]

Predeterminar

Preeminência

Preencher

Pré-escola

Preestabelecer

Pré-estreia

Preexistir

Preveem [ Forma verbal ]

Prosopopeia

Proteico

Pseudoárbitro

Pseudo-heroico

Pseudossufixo

– Q –

Quadro de giz

Quadro-negro

Quebra-molas

Quebra-nozes

Queloide

Quelonióideo

Quinquênio

– R –

Rabo de saia

Redeem [ Forma verbal ]

Reescrever / Rescrever

Reestreia

Reidratar

Reiuna

Releem [ Forma verbal ]

Restabelecer

Reumatoide

Reveem [ Forma verbal ]

Rio-Niterói

Roo [ Forma verbal ]

Rosa dos ventos

Rubineia

– S –

Sacaroide

Santa Rita do Passo-Quatro

Sauipe

Seborreia

Semiaberto

Semiacabado

Semianalfabeto

Semiângulo

Semiárido

Semiautomático

Semidesnatado

Semieixo

Semielíptico

Semiembriagado

Semiesfera

Semiespaço

Semiespecializado

Semi-hospitalar

Semi-humano

Semi-integral

Semi-interno

Semiobscuridade

Semioficial

Semirreal

Semirreta

Semissintético

Semissoma

Semiúmido

Sem-número

Sem-terra

Sem-teto

Sem-vergonha

Sequoia

Shakesperiano [ De Shakespeare ]

Sino-brasileiro

Sino-hindu

Sobrevoo [ Substantivo / Forma verbal ]

Sócio-gerente

Soo [ Forma verbal ]

Sota-vento

Soto-mestre

Suaíli

Sub-hepático

Sub-humano

Sub-região

Sul-africano

Superabundância

Superagudo

Superaquecimento

Superárbrito

Superávit

Super-homem

Super-racional

Super-realista

Super-resistente

Super-revista

Supersaboroso

Supra-auricular

Supra-axilar

Supraexpinal

Supra-hepático

Supra-hióideo

Supraocular

Suprarrenal

Suprassensível

Suprassumo

– T –

Tabloide

Taiuva

Taylorista [ De Taylor ]

Tele-entrega

Telefone sem fio

Telemensagem

Têm [ Forma verbal ]

Teodiceia

Testa de ferro

Teteia

Tifoide

Tipoia

Tireoide / Tiroide

Tireóidea

Tomara que caia

Traço de união

Tramoia

Trapezoide

Traqueia

Traqueoide

Traquitoide

Trás-os-montes

Tresleem [ Forma verbal ]

Tri-hídrico

Trinca-fortes

Trioico

Trocoide

Troia

Tuiuca

– U –

Ultra-apressado

Ultraelevado

Ultra-hidratante

Ultra-hipérbole

Ultrarradical

Ultrarrápido

Ultrarrealismo

Ultrarromântico

Ultrassecreto

Ultrassofisticado

Ultrassom

Ultrassônico

Ultrassonografia

Unha de fome

Urbanoide

Ureia

– V –

Veem [ Forma verbal ]

Veiudo

Vêm [ Forma verbal ]

Verborreia

Verborreico

Vice-presidente

Vice-reitor

Vizo-rei

Voo [ Substantivo / Forma verbal ]

– W –

Wagneriano [ De Wagner ]

– X –

Xiquexique [ Botânica ]

Xique-xique

Xiquexiquense

– Y –

Yin-Yang

– Z –

Zoo [ Substantivo / Forma verbal ]

  • Acentuação

– Acento Agudo – O acento agudo desaparece das palavras da língua portuguesa em três casos

  • Nos ditongos [ Encontro de duas vogais proferidas em uma só silaba ] abertos ei e oi das palavras paroxítonas [ Aquelas cuja sílaba pronunciada com mais intensidade é a penúltima ] .

Ex.: Assembléia -> Assembleia ; Heróico -> Heroico ; Idéia -> Ideia ; Jibóia -> Jiboia

– No entanto, as oxítonas [ Palavras com acento na última sílaba ] e os monossílabos tônicos terminados em éi, éu e ói continuam com o acento [ No singular e / ou no plural ] .

Ex.: Herói ( s ) , Ilhéu ( s ) , Chapéu ( s ) , Anéis , Dói , Céu

  • Nas palavras paroxítonas com i e u tônicos que formam hiato [ Sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes ] com a vogal anterior quando esta faz parte de um ditongo.

Ex.: Baiúca -> Baiuca ; Boiúna -> Boiuna ; Feiúra -> Feiura

– No entanto, as letras i e u continuam a ser acentuadas se formarem hiato mas estiverem sozinhas na sílaba ou seguidas de s.

Ex.: Baú , Baús , Saída

– No caso das palavras oxítonas, nas mesmas condições descritas no item anterior, o acento permanece.

Ex.: Tuiuiú , Piauí

  • Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com o u tônico precedido das letras g ou q e seguido e ou i . Esses casos são frequêntes na língua portuguesa, apenas nas formas verbais de argüir e redargüir .

Ex.: Argüis -> Arguis ; Argúem -> Arguem ; Redargúis -> Redarguis ; Redargúem -> Redarguem

– Acento Diferencial – O acento diferencial é utilizado para permitir a identificação mais fácil de palavras homófonas, ou seja, que têm a mesma pronûncia. Atualmente, usamos o acento diferencial – agudo ou circunflexo – em vocábulos como pára [ Forma verba] , a fim de não confundir com para [ A preposição ] . Com a entrada do vigor em acordo, o acordo diferencial não será mais usado nesse caso e também nos que estão a seguir:

Péla [ Do verbo pelar ] e Pela [ A união da preposição com o artigo ]

Pólo [ O substantivo ] e Polo [ A união antiga e popular de por e lo ]

Pélo [ Do verbo pelar ] e Pelo [ O substantivo ]

Pêra [ O substantivo ] e Pera [ A preposição arcaica que significa para ]

– No entanto, duas palavras obrigatoriamente continuarão recebendo o acento diferencial:

Pôr [ Verbo ] mantém o circunflexo para que não seja confundido com a preposição Por.

Pôde [ O verbo conjugado no passado ] também mantém o circunflexo para que não haja confusção com Pode [ O mesmo verbo conjugado no presente ] .

Obs.: Já em fôrma / forma o acento é facultativo.

– Acento Circunflexo – Com o acordo ortográfico, o acento circunflexo não será mais usado nas palavras terminadas em oo.

Ex.: Enjôo -> Enjoo ; Vôo -> Voo ; Abençôo -> Abençoo ; Corôo -> Coroo ; Magôo -> Magoo ; Perdôo -> Perdoo

– Da mesma forma, deixa de ser usado o circunflexo na conjugação da terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados.

Ex.: Crêem -> Creem ; Dêem -> Deem ; Lêem -> Leem ; Vêem -> Veem ; Descrêem -> Descreem ; Relêem -> Releem ; Revêem -> Reveem

– No entanto, nada muda na acentuação dos verbos ter, vir e seus derivados. Eles continuam com o acento circunflexo no plural [eles têm, eles vêm ] e, no caso dos derivados, com o acento agudo nas formas que possuem mais de uma sílaba no singular [ ele detém, ele intervém ] .

  • Trema

– O trema, sinal gráfico de dois pontos usado em cima do u para indicar que essa letra, nos grupos que, qui, gue e gui, é pronunciada, será abolido. É simples assim, ele deixa de existir na língua portuguesa. Vale lembrar, porém, que a pronuncia continua a mesma.

Ex.: Agüentar -> Aguentar ; Eloqüente -> Eloquente ; Freqüente -> Frequente ; Lingüiça -> Linguiça ; Sagüi -> Sagui ; Seqüestro -> Sequestro ; Tranqüilo -> Tranquilo ; Anhangüera -> Anhanguera

– No entanto,o trema vai ser mantido em nomes próprios de origem estrangeira, bem como os seus derivados.

Ex.: Bündchem, Müller, Mülleriano.

  • Hífen

– O hífen deixa de ser empregado nas seguintes situações:

  • Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes s ou r . Nesse caso, a consoante obrigatoriamente passa a serduplicada.
  • Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente.

Ex.: Anti-religioso -> Antirreligioso ; Anti-semita -> Antissemita ; Auto-aprendizagem -> Autoaprendizagem ; Auto-estrada -> Autoestrada ; Contra-regra -> Contrarregra ; Contra-senha -> Contrassenha ; Extra-escolar -> Extraescolar ; Extra-regulamentação -> Extrarregulamentação

– No entanto, o hífen permanece quando o prefixo termina com r [ Hiper, Inter e Super ] e a primeira letra do segundo também é r .

Ex.: Hiper-requintado , Super-resistente

  • Alfabeto

– O alfabeto passa a ter 26 letras. Além das atuais, serão oficialmente incorporadas as letras k, w, e y . No entanto, seu emprego fica restrito a apenas alguns casos.

  • Em nomes próprios e seus derivados.

Ex.: Franklin, Frankliniano, Darwin, Darwiniano, Taylor, Taylorista

  • Em nomes próprios de lugares originários de outras línguas e seus derivados.

Ex.: Kuwait, Kuwaitiano, Washington, Yokohama, Kiev

  • Em símbolos, abreviaturas, siglas e palavras adotadas como unidades de medida internacionais.

Ex.: Km [ Quilômetro ] , KLM [ Companhia aérea ] , K [ Potássio ]

  • Em palavras estrangeiras incorporadas à língua.

Ex.: Sexy , Show , Download , Megabyte .

Fonemas – São as menores unidades sonoras da fala, que distinguem uma palavra da outra. Lata e Pata, por exemplo, são diferentes por começarem por fonemas distintos, que se opõem: fonemas e , representados pela letra l e p.

Exemplos –

Bola – Possui quatro sons (fonema), que são , ó, , a.
Fixo – Tem cinco sons (fonema), apesar de ter apenas quatro letras. São eles: , i, , , u. Note que a letra x representa, aqui, dois fonemas.

Letra – É a representação gráfica do fonema. Contudo, a letra h não representa fonema algum.

Sílaba – Um ou mais fonemas que são pronunciados numa única emissão de ar. ~ [ Exemplos: Sí-la-ba ; A-mor ; Na-mo-ra-do ]

Número de Silabas

  • Monossílabos – Palavras de uma sílaba. ~ [ Exemplos: Pé ; Vi ; Já ]
  • Dissílabos – Palavras de duas sílabas. ~ [ Exemplos: Cedo ; Aqui ]
  • Trissílabos – Palavras de três sílabas. ~ [ Exemplos: Beleza ; Agora ]
  • Polissílabos – Palavras com mais de três sílabas. ~ [ Exemplo: Bicileta ; Pacificador ]

Tonicidade

  • Sílaba Tônica – Aquela pronunciada com mais intensidade. ~ [ Exemplo: Comida ]
  • Sílaba Átona – A que se pronuncia de maneira menos intensa. ~ [ Exemplo: Beleza ] ~ [ Observação: Antes da tônica: Atôna Pretônica (Be) ; Depois da tônica: Atôna Postônica (Za) ]
  • Sílaba Semitônica – Em palavras derivada, quando era tônica da palavra primitiva. ~ [ Exemplo: Cafezinho ]

Posição da Sílaba Tônica

  • Oxítona – Quando a sílaba tônica é a ultima. ~ [ Exemplo: Sofá ]
  • Paroxítona – Quando a sílaba tônica é a penultima. ~ [ Exemplo: Doce ]
  • Proparoxítona – Quando a sílaba tônica é a antepenultima. ~ [ Exemplo: Árvore ]

Classificação dos Fonemas

  • Vogais – São fonemas sonoros que chegam livremente ao exterior sem fazer ruído. A vogal é o elemento básico e indispensável para a formação da sílaba.
  • Semivogais – São os fonemas /i/ e /u/ átonos que se unem a uma vogal, formando com esta uma só sílaba. ~ [ Exemplo: Vai ; Andei ; Ouro ; Água ] ~ [ Observação: As vogais e e o podem representar os fonemas /i/ e /u/, sendo em alguns casos semivogais. Exemplo: Mãe ; Põe ; Mágoa ]
  • Consoantes – São ruídos provenientes de resistência que os órgãos bucais opõem à corrente de ar.

Dígrafos – É quando duas letras representam um único fonema. Os principais dígrafos são: rr, ss, sc, sç, xc, xs, lh, nh, ch, qu e gu (quando o u não for pronunciado), an, em, in, etc. Estes ultimos, formados por uma vogal e as letras m e n, são dígrafos nasais (ou vocálicos). ~ [ Exemplo: Carro ; Exceto ; Ninho ; Aquilo ; Arroz ; Assar ]

Encontro Consonantal – É o encontro de consoantes na mesma sílaba (perfeita) ou não (imperfeito). ~ [ Exemplo: Aplauso ; Ritmo ; Pneu ; Obstaculo ]

Encontro Vocálico – Encontro de vogais com vogais ou semivogais, na mesma silaba ou não.

  • Ditongo

Crescente – Semivogal mais vogal. ~ [ Exemplo: Colégio ; Tranquilo ]
Decrescente – Vogal mais semivogal. ~ [ Exemplo: Pai ; Levou ]
Oral – Sem sinal de nasalidade  (m, n ou til). ~ [ Exemplo: Lirio ; Lei ]
Nasal – Com sinal de nasalidade. ~ [ Exemplo: Orgão ; Quando ]

  • Tritongo – Uma vogal entre duas semivogais. ~ [ Exemplo: Uruguai (oral) ; Saguão (nasal) ]
  • Hiato – Encontro de vogal em silábas separadas. ~ [ Exemplo: Sda (sa-í-da) ]