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– Dicas De Inglês –

Publicado: agosto 24, 2012 por ' Carolina Araújo em ' Linguagens, Códigos E Suas Tecnologias E Redação, Inglês

1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

O exercício de leitura em inglês deve iniciar a partir de textos com vocabulário reduzido, de preferência com uso moderado de expressões idiomáticas, regionalismos, e palavras “difíceis” (de rara ocorrência). Proximidade ao nível de conhecimento é uma condição importante.

Outro aspecto, também importante, é o grau de atratividade do texto. O assunto, se possível, deve ser de alto interesse ao leitor. A atenção deve concentrar-se na ideia central, mesmo que os detalhes se percam, deve-se evitar a prática da tradução. O leitor deve habituar-se a buscar identificar sempre em primeiro lugar os elementos essenciais da oração, ou seja, sujeito, verbo e complemento.

Find the main elements of the sentence : subject and verb.

Procure identificar os elementos essenciais da oração : sujeito e o verbo.

O português se caracteriza por uma certa flexibilidade com relação ao sujeito. Existem as figuras gramaticais do sujeito oculto, indeterminado e inexistente, para justificar a ausência do sujeito. Mesmo quando não ausente, o sujeito frequentemente aparece depois do verbo, e às vezes até no fim da frase.

O inglês é mais rígido nesse aspecto : praticamente não existem frases sem sujeito, e nas frases afirmativas ele aparece normalmente antes do verbo. Pode-se dizer que o pensamento em inglês se estrutura a partir de um sujeito ; em seguida vêm o verbo, o complemento, e os adjuntos adverbiais. Para uma boa interpretação de textos em inglês, não adianta saber o vocabulário apenas ; é preciso compreender a estrutura, e para isso é de fundamental importância a identificação do verbo e do sujeito.

Don’t stumble on word strings : read backwards.

Não se atrapalhe com os substantivos em cadeia. Leia-os de trás para frente.

A ordem normal em português é substantivo – adjetivo (Ex .: casa grande) , enquanto que em inglês é o inverso (Ex .: big house) . Além disto, qualquer substantivo em inglês é potencialmente também um adjetivo, podendo ser usado como tal. (Ex .: brick house = casa de tijolos ; vocabulary comprehension test = teste de compreensão do vocabulário) . Sempre que o você se defrontar com um aparente conjunto de substantivos enfileirados, deve lê-los de trás para diante intercalando a preposição “de” no meio.

Be careful with the suffix …ing.

Cuidado com o sufixo …ing.

O leitor principalmente tende a interpretar o sufixo …ing unicamente como gerúndio, quando na maioria das vezes ele aparece como forma substantivada de verbo ou ainda como adjetivo. Se a palavra terminada em …ing for um substantivo, poderá figurar na frase como sujeito, enquanto que se for um verbo no gerúndio, jamais poderá ser interpretado como sujeito nem como complemento. Este é um detalhe que muito frequentemente compromete seriamente o entendimento. Gerund – Ex .: We are planning to … What are you doing? …ing noun.

Ex .: He likes fishing and camping, and hates accounting. This apartment building is new. Adjective – Ex .: He likes fishing and camping, and hates accounting. This apartment building is new. Adjective – Ex .: This is interesting and excting to me. That was a frightening explosion.

Don’t get thrown off by prepositional verbs.

Não se deixe enganar pelos verbos preposicionais.

Os verbos preposicionais, também chamados de two-word verbs, confundem porque a adição da preposição normalmente altera substancialmente o sentido original do verbo. Ex .: Go – Ir, Go off – Disparar (alarme) , Go over – Rever, verificar novamente ; Turn – Virar, girar, Turn on – Ligar, Turn off – Desligar, Turn down – Desprezar, recusar, Turn into – Transformar em ; Put – Colocar, botar, Put off – Adiar, Put on – Vestir, botar, Put out – Apagar (fogo) , Put away – Guardar, Put up with – Tolerar.

Make sure you understand the words of connection.

Procure conhecer bem as prncipais palavras de conexão.

Words of connection ou words of transition são conjunções, preposições, advérbios, etc, que servem para estabelecer uma relação lógica entre frases e ideias. Familiaridade com estas palavras é chave para o entendmento e a correta interpretação de textos.

Be careful with false cognates.

Cuidado com falsos cognatos.

Falsos cognatos, também chamados de falsos amigos, são palavtas normalmente derivadas do latim, que têm portanto a mesma origem e que aparecm em diferentes idiomas com ortografia semelhante, mas que ao longo dos tempos acabaram adquirindo significados diferentes.

Use intuition, don’t be afraid of guesswork, and don’t rely too much on the dictionary.

Use sua intuição, não tenha medo de advinhar, e não dependa muito do dicionário.

Para nós, brasileiros, a interpretação de textos é facilitada pela semelhança a nível de vocabulário, uma vez que o português pe uma língua latina e o inglês possui cerca de 50% de seu vocabulário proveniente do latim. É principalmente no vocabulário técnico e cientifico que aparecem as maiorias semelhanças entre as duas línguas, mas também no vocabulário cotidiano encontramos palavras que nos são familiares. Executando-se os falsos cognatos podemos confiar na semelhança.

Através de algumas estratégias de leitura, que propiciem a compreensão do texto de um modo geral e / ou de um modo mais detalhado. Poderá haver algum enfoque gramatical apenas quando, no texto, isso for considerado um auxilio rigorosamente indispensável, jamais, porém, um fim. Observando as estratégias, você finalmente concluirá que :

A compreensão do texto dispensa a tradução palavra por palavra ;

O uso excessivo do dicionário implica em perda de tempo ;

É necessário o uso constante de rarciocínio para analisar, deduzir e concluir satisfatoriamente.

Sempre que você for ler um texto instrumental, no caso um texto língua estrangeira deve :

Não usar o dicionário neste primeiro momento ;

Atenar para a apresentação visual do texto ;

Atentar para o título do texto (traduza-o se for preciso, pois há sempre uma correlação entre título e assunto do texto) ;

Fazer um “brainstorm” do título (todos os possíveis assuntos que podem aparecer no texto) , utilizando o seu “previous knowledge” (o que você sabe sobre o assunto) ;

Fazer uma previsão dos possíveis assuntos a serem tratados no texto (“prediction”) ;

Ler o texto do começo ao fim, partindo do geral para o específico, atentando para :

– As palavras transparentes (“cognate words”) ;

– As palavras conhecidas (“palavras que você já sabe em inglês”) ;

Inferir as palavras apenas pelos seus contextos, sem a ajuda de um dicionário ;

Depois de ter lido todo o texto, você deve ler cada parágrafo novamente, atentando para o tópico frasal de cada parágrafo ;

Você deve usar o dicionário apenas para entender as palavras mais importantes de cada parágrafo ;

Níveis de Compreensão – Dependendo do objetivo da leitura, você deverá distinguir três níveis de compreensão :

General Comprehension : É obtida através de uma leitura rápida para se captar as informações genéricas do texto, ou seja, o que é de maior relevância para o texto ;

Main Points Comprehension : A leitura dos pontos principais exige que nos detenhamos com maior atenção na busca das informações principais do texto, observando cada parágrafo para identificar os dados específicos que mais interessam ao leitor ;

Detailed Comprehension : Este tipo de leitura é mais profundo que os anteriores. Exige a compreensão dos detalhes do texto e damanda, por isso, muito mais tempo. Deve ser cuidados, especialmente quando aplicada em instruções operacionais de quipamentos, experiências, etc… de modo que seu funcionamento seja preiso e seguro.

Estratégias de Leituras – Maior sucesso terá o leitor no estudo do texto se fizer uso de algumas estratégias de leitura, bem como todas as dicas que o próprio texto proporciona. Conheça a seguir alguns desses elementos.

Skimming : Estratégia que consiste em lançar os olhos rapidamente sobre o texto, numa breve leitura para captar o assunto geral apenas, se esse for o objetivo da leitura ;

Scanning : É uma estratégia de leitura não-linear em que o leitor busca objetivamente localizar as informações em que está interessado. Através do scanning o leitor é objetivo e seletivo e nem sempre precisa ler o texto todo. Ex .: A procura dos tipos de contágio da AIDS em um texto sobre a doença ;

Cognates : Muito comuns na língua inglesa, os cognatos são termos de procedência grega ou latina bastante parecidos com o Português tanto na forma escrita como no significado. Seria interessante o leitor notar que os cognatos podem ser :

– Idênticos : Radio, piano, hospital, nuclear, social, etc…

– Bastante Parecidos : Gasoline, inflation, intelligent, population, history, etc…

– Vagamente Parecidos : Ellectricity, responsible, infalible, explain, activity, etc…

Repeated Words : Quando certas palavras se repetem várias vezes no texto, mesmo com formas diferentes (ex .: socialism, social, socialist, socialize…) , normalmente são importantes para a compreensão. As palavras repetidas aparecem especialmente na forma de verbos, substantivos e adjetivos e nem sempre são cognatas ;

Typography : As marcas tipográficas são elementos, que, no texto, transmitem informações nem sempre representadas por palavras. Reconhecê-las é um auxílio bastante útil à leitura ;

Key Words : As palavras-chave são aquelas que estão mais de perto associadas especificamente ao assunto do texto, podendo aparecer repetidas e algumas vezes na forma de sinônimos. A identificação das key words através do skimming leva-nos a ter uma visão geral do texto ;

Prediction : É a atividade pela qual o aluno é levado a predizer, inferir o conteúdo de um texto através do título ou de outros elementos tipográficos, como ilustrações, por exemplo. Sendo uma atividade do tipo pré-leitura, a prediction contribui para estimular o interesse e a curiosidade do aluno pelo conteúdo de um texto que o tópico sugere. Quanto mais cultura geral (background knowledge) tiver o leitor, mais fácil será a sua predction.

Nominal Groups : Grupos nominais são expressões de caráter nominal em que prevalecem os substantivos e adjetivos, cuja ordem na frase ordinariamente não corresponde ao português. Observe o exemplo a seguir e note que a disposição das palavras na tradução não é correspondente ao inglês : South American Societies, Brazil’s high cost of living – Sociedades da América do Sul, o alto custo de vida do Brasil. Sempre existe no grupo nominal uma palavra mais importante (headword) , que normalmente é um substantivo.

Contextual Reference : Normalmente existem no texto elementos de referência que são usados para evitar repetições e para interligar as sentenças, tornando a leitura mais compreensível e fluente. Esses elementos aparecem na forma de pronomes diversos :

– Pessoais : He, she, it, they, etc…

– Demonstrativos : This, that, those, such

– Relativos : Who, whom, whose, that, which…

– Adjetivos Possessivos : His, her, our…

2. A IMPORTÂNCIA DO CONTEXTO

O estudo da gramática será abordado como suporte para uma melhor compreensão de textos. Tal visão nos possibilitará desvendar o rico e inesgotável mundo das palavras, entendendo assim, os significados e funções que estas assumem a partir do contexto no qual são empregadas. Ao se considerar o contexto, temos a possibilidade de em muitos casos poder esclarecer ou pelo menos sugerir os significados. Esta estratégia funcionará como ferramenta para uma sólida e verdadeiramente significativa ampliação no nosso vocabulário.

Utilizadas na comunicação de uma forma geral – propagandas, quadrinhos, textos jornalisticos – , as chamadas Figuras de Linguagem aparecem com uma frequência bem mais evidente na Literatura, pois elas são um recurso que consiste em apresentar uma ideia através de palavras que consigam um maior grau de expressividade, como se fosse uma mensagem a ser decifrada ao longo de um texto, seja ele uma simples frase, um período ou até um parágrafo inteiro.

Muito utilizada nas questões de vestibulares do Brasil, as Figuras de Linguagem são um interessante item a ser estudado com maiores detalhes, pois facilita a compreensão do texto literário, especialmente o Gênero Lírico, visto que a poesia faz uso abundante delas sejam quais forem os períodos literários, mas nunca esquecendo que elas também podem aparecer na Prosa, ou seja, no Gênero Narrativo (romance, conto, crônica, novela) .

Resumindo, as Figuras de Linguagem são uma forma de expressão que consiste no emprego de palavras em sentido figurado, isto é, em sentido diferente daquele em que convencionalmente são empregadas, utilizando a chamada linguagem conotativa, ou seja, possui uma significação mais ampla que a linguagem usada de form objetiva.

# Denotação

Palavra com significação restrita ;

Vocábulo com sentido comum, de fácil identificação, normalmente dicionarizado ;

Palavra utilizada de modo objetivo ;

Linguagem exata, precisa, sem ambiguidades ;

# Conotação

Palavra com significação ampla, criada pelo contexto ;

Vocábulo com sentidos que apresentem valores ideológicos, sociais, culturais, emotivos, etc. ;

Palavra usada de forma subjetiva, criativa, artistica ;

Linguagem expressiva, com muitos sentidos diferentes ;

Observação .: Pode ocorrer simutaneamente a utilização de mais de uma Figura de Linguagem em uma frase, oração ou período, o que não impede seu entendimento. Todavia, como se trata de uma linguagem de ordem conotativa pode ser normal o aparecimento de duas ou mais figuras de linguagem em determnado trecho a ser observado, sem prejuízo para a compreensão das mesmas.

1. PRINCIPAIS FIGURAS DE LINGUAGEM

‘ ALITERAÇÃO : Apresenta repetições de sons consonantais mais comuns em versos, mas podendo também aparecer na prosa, embora tal fato seja raro.

– Ex .: […] Ficou esperando passarem assim por perto. Parada, pregada como as pedras de um porto. – (Rubem Braga) –

‘ ASSONÂNCIA : Tipo de figura que consiste em intensificar os sons vocálicos em determinados trechos de versos e estrofes na poesia, ou em frases ou períodos na prosa.

– Ex .: […] Falando no Centro Náutico Potengy aos aviadores do Jahu, Ivo Filho disse que estava diante do novo homem, do novo brasileiro. – (Câmara Cascudo) –

‘ ANÁFORA : Figura de Linguagem mais comum na poesia, ele se propõe a repetir uma ou mais palavras no início de diferentes versos ou frases, no caso da prosa.

– Ex .: […] E deixavam-me ver a nossa casa, a nossa família, as nossas festas. – (Machado de Assis) –

‘ ANTÍTESE : Consiste em colocar lado a lado termos opostos, mas sem uni-las em torno de uma ideia mais ampla. A Antítese é muito confundida com outra figura de linguagem, o Paradoxo, mas perceba como a Antítese apenas apresenta um contraste entre elementos, no entanto sem uni-los.

– Ex .: […] Olhávamos um para o outro, com as mãos seguras, falando de tudo e de nada, como dois namorados. – (Machado de Assis) –

‘ ASSÍNDETO : Figura que consiste na ausência de conjunções – normalmente, as aditivas – entre palavras da frase ou entre períodos. É o oposto de outra figura de linguagem, o Polissíndeto.

– Ex .: Embora quisesse, desejasse, sonhasse, ele se apressou ; e sumiu. – (Fernando Sabino) –

‘ CATACRESE : É uma figura que indica o uso impróprio de uma palavra ou expressão que não descreve com exatidão aquilo a que se refere, mas é aceita por não haver uma palavra mais apropriada ou por alguma palavra não se de uso comum. Também é tida como um tipo de “metáfora desgastada” visto que seu uso passou a integrar o vocabulário cotidiano.

– Ex .: Ele colocou dois dentes de alho na comida.

‘ HIPÉRBOLE : Consiste em expressar uma ideia com exagero proposital bastante evidente, atribuindo à situação empregada uma intensidade fora do normal.

– Ex .: Rios te correrão dos olhos, se chorares. Nuvens se tornarão mares, se notares. – (Olavo Bilac) –

‘ EUFEMISMO : Consiste no emprego de uma palavra ou expressão no lugar de outra palavra ou expressão considerada desagradável ou chocante para o interlocutor.

– Ex .: Faria o mesmo mil vezes se fosse necessário para conquistar seu amor de uma vez por todas. – (Marcos Rey)

‘ METÁFORA : É o emprego de uma palavra ou expressão com o significado de outra em vista de uma relação de semelhança entre ambas. É uma comparação que fica subentendida, ou seja, é sempre subjetiva, bem diferente da comparação convencional (como, igual a, similar a, como se, tal qual) . A metáfora possui um uso bem amplo e, em muitas ocasiões, pode expressar uma situação que apresenta uma carga simbólica muito forte.

– Ex .: Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa. – (C. Drummond)

Com o passar do tempo, algumas metáforas podem se desgastar pelo uso frequente e acabam se tornando uma expressão tão repetida e vulgarizada a que pode ser dada o nome de “clichê” .

– Ex .: Aquele menino é um porco. (porco = sujeira)

‘ METONÍMIA : É a substituição de uma palavra por outra, quando existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos que permite essa troca. Esta é uma Figura de Linguagem que consegue uma grande variação no seu uso e ocorre em muitos casos devido a uma relação lógica de significado entre dois termos.

O Autor pela Obra – Ex .: Eles detestam ler Paulo Coelho. (os livros do autor Paulo Coelho)

A Causa pelo Efeito – Ex .: Ela diz que é alérgica ao cigarro. (o cigarro é a causa e a fumaça é o efeito. Pode-se ser alérgico à fumaça do cigarro, mas não a ele em si.)

O Continente (o que está fora) pelo Conteúdo – Ex .: A pessoa acabou bebendo um grande copo d’água devido à intensa sede. (o copo, sólido, representa a bebida, que é líquida)

A Marca pelo Produto – Ex .: Aquele jovem só gosta de Danone na hora do lanche. (danone = iogurte)

A Parte pelo Todo – Ex .: Não havia uma alma na praça. (alma = pessoa)

O Singular pelo Plural – Ex .: O brasileiro é um apaixonado pelo futebol. (brasileiro = os brasileiros)

‘ ONOMATOPÉIA : Representa um conjunto de fonemas usado para se aproximar de determinados sons ou ruídos, sejam eles humanos, animais ou de máquinas. Esses fonemas acabam se tornando palavras chamadas de “onomatopaicas” (como miau, tique-taque, zum-zum). Muitas vezes também a Onomatopeia acaba se confundindo com a Aliteração caso apareça em ênfase na sua repetição.

– Ex .: Blem… Blem… Blem… Cantam os chocalhos dos tristes bodes patriarcais. – (Ascenso Ferreira)

‘ PARADOXO (OU OXÍMORO) : É a figura de linguagem que consiste no emprego de palavras que, embora opostas quanto ao sentido, se fundem em um enunciado, uma ideia.

– Ex .: É um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. –  (Luis de Camões)

‘ POLISSÍNDETO : Repetição intencional de conjunções, muitas vezes relacionando o sentido das palavras ou orações de um período.

– Ex .: O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. – (Aluísio Azevedo)

‘ PROSOPOPEIA (OU PERSONIFCAÇÃO) : Consiste em atribuir linguagem, sentimentos e ações próprios dos seres humanos a seres inanimados ou irracionais. Foi muito utilizada pelos autores na narrativa fantástica, além de ser muito utilizada na poesia.

– Ex .: […] Enquanto esta palavra me batia no ouvido, devolvia eu os olhos, ao longe, no horizonte misterioso. – (M. de Assis)

‘ SINESTESIA : É uma figura que resulta da junção de sensações humanas diferentes, utilizando para isto uma mistura dos sentidos humanos (olfato, audição, tato, paladas e visão).

– Ex .: Os olhos quentes daquela mulher me esperavam naquela noite. – (Aluísio Azevedo)

‘ HIPÉRBATO : Trata-se de uma inversão na ordem normal das palavras na oração ou da ordem das orações no período.

– Ex .: Estavam aqui, à espera do encontro, as gentis meninas. – (J. de Alencar) – “As gentis meninas estavam aqui à espera do encontro.”

‘ GRADAÇÃO : Indica uma sequência de palavras cujo significado vai sendo intensificado ou tornando-se mais fraco gradativamente.

– Ex .: De repente, um risco no céu, depois outros, milhares de riscos juntos. – (Graciliano Ramos)

‘ SILEPSE : Ocorre quando a concordância das palavras é feitas de acord com o sentido e não segundo as regras gramaticais da sintaxe, existindo três tipos de Elipse.

Silepse de Gênero – Ocorre quando a concordância é feita com o gênero da pessoa a qual um pronome se refere. – Ex .: Vossa Senhoria foi indicado para o conselho educacional.

Silepse de Número – Normalmente, esta figura ocorre trocando-se a concordância do singular pela do plural a partir da observação dos verbos. – Ex .: A multidão ficou ansiosa e saíram correndo para fora.

Silepse de Pessoa – Geralmente, seu uso está ligado a um falante em primeira pessoa que se inclui em um discurso em terceira pessoa. – Ex .: Os brasileiros somos pessoas dedicadas e honestas.

‘ ANTONOMÁSIA : É caracterizada pela substituição de um nome por outra expressão ou palavra que lembre alguma característica ou fato que, de alguma forma, venha a identificá-lo.

– Ex .: O rei do baião completaria em 2013 exatamente um século. –  (Jornal Diário de Pernambuco)

‘ ANADIPLOSE : Consiste em recuperar a palavra final de um verso no início do verso seguinte. Também é usado na prosa, mas de forma bem rara.

– Ex .: Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel […] . – (José de Alencar)

– Argumentação –

Publicado: agosto 23, 2012 por ' Carolina Araújo em ' Linguagens, Códigos E Suas Tecnologias E Redação, Redação

Normalmente, pensa-se que comunicar é simplesmente transmitir informações. A teoria da comunicação diz que, para haver um ato comunicativo, é preciso que seis fatores intervenham : o emissor, o receptor, a mensagem, o canal, o referente, o código. No entanto, simplifica ela excessivamente o ato de comunicação, pois concebe o emissor e o receptor pura e simplesmente como pólos neutros que devem produzir, receber e compreender a mensagem.

As coisas são mais complicadas no ato comunicativo. Há uma diferença bem marcada entre a comunicação recebida e a comunicação assumida. Como comunicar é agir sobre o outro, quando se comunica não se visa somente a que o receptor receba e compreenda a mensagem, mas também a que aceite, ou seja, a que creia nela e a que faça o que nela se propõe. Comunicar não é, pois, somente, um fazer saber mas também um fazer crer ou um fazer. A aceitação depende de uma série de fatores : emoções, sentimentos, valores, ideologia, visão de mundo, convicções políticas, etc.

A persuasão é então o ato de levar o outro a aceitar o que está sendo dito, pois só quando ele o fizer a comunicação será eficaz. Enfim, todo texto é argumentativo, porque todos são, de certa maneira, persuasivos. E nisso, existem inúmeros recursos linguísticos usados com a finalidade de convencer.

Desde há muito tempo, a comunicação sempre foi uma necessidade do homem, seja para trocar ideias ou experiências com outros membros do seu grupo. O homem quando faz parte de uma sociedade, vai construindo uma cultura própria que é passada de geração a geração. Toda atividade humana depende de alguma forma de comunicação. Por isso, é tão importante a função da comunicação no mundo moderno.

Mesmo sendo predominante a ideia de comunicação verbal, falada ou escrita, existem, entretanto, outros meios de comunicação, como os gestos, imagens, sons, artes e até o sinal do computador, que constituem formas de comunicação não verbal. Porém, o meio mais eficiente de que dispõe é a linguagem.

1. LINGUAGEM

É a capacidade do homem de comunicar-se por meio de uma língua. É também, qualquer sistema de signos simbólicos empregados na intercomunicação social com o objetivo de expressar e comunicar ideias e sentimentos. Para alguns estudiosos, a linguagem é usada para designar todo sistema de sinais que serve de meio de comunicação entre os indivíduos.

A linguagem humana articulada se realiza de maneira concreta por meio de formas especificas chamadas atos linguísticos, que se organizam em sistemas denominados tradicionalmente línguas. Sendo assim, em virtude da modernidade, outros fatores, como o modo de andar, sentar, falar, a maneira de se vestir, o comportamento social vêm sendo observados como formas de comunicação entre as pessoas.

2. LÍNGUA

A língua é uma instituição social, pertence a todos os indivíduos da mesma comunidade ; apresenta caráter abstrato, por ser um código, um sistema de signos, no entanto, concretiza-se por meio de atos de fala. Fala é a realização concreta de uma língua.

2.1 Sígno Linguístico

É um elemento que apresenta significante e significado. Quando ouvimos a palavra livro, reconhecemos os sons que o formam. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está presente em nossa memória. Dessa forma, armazenamos em nosso cérebro a imagem sonora dessa palavra, que é o significante do signo livro. Ao ouvir essa palavra, pensamos logo num objeto que podemos ler, estudar e, através dele, podemos adquirir conhecimentos. Sabemos que é um conceito que não se atribui a qualquer objeto, é o significado do signo livro, e que por sua vez se encontra armazenado em nosso cérebro.

O signo livro, portanto, relaciona-se com dois aspectos de nossa memória : uma imagem acústica, que corresponde a uma sequência de sons (o significante) , e um conceito, um dado do conhecimento humano sobre o mundo (o significado) . As palavras escritas ou orais são significantes, e as ideas ou conceitos a elas relacionados são significados.

2.2 Discurso

É a língua no ato, na execução individual. É a forma concreta sob a qual se manifesta a língua. É o ato de utilização individual e concreto da língua no processo da linguagem. O processo de comunicação pode realizar-se pela linguagem oral ou pela escrita. Mesmo que a linguagem seja a mesma, a expresão escrita é diferente da oral.

Diferentemente da língua falada, a língua escrita é mais abstrata, mais refletida, requer mais elaboração quanto às regras gramaticais. Cada indivíduo, para se comunicar, utiliza o código linguístico da maneira que achar mais adequado, ou seja, de acordo com o contexto do qual faz parte.

Veja algumas características da Linguagem Oral e da Linguagem Escrita :

# Linguagem Oral

Repetição de palavras ;

Emprego de gírias, neologismos ;

Emprego restrito de certos tempos e aspectos verbais ;

Colocação pronominal livre ;

Frases feitas, chavões ;

Frases inacabadas ;

Formas contraídas, omissões de termos no interior das frases ;

Predomínio da coordenação ;

# Linguagem Escrita

Vocabulário variado ;

Emprego de termos técnicos ;

Emprego de subjuntivo, futuro do pretérito ;

Colocação pronominal de acordo com a gramática ;

Variedade na construção das frases bem construídas ;

Clareza na redação, sem omissões e ambiguidades ;

Emprego de coordenação e subordinação ;

3. VARIEDADES LINGUÍSTICAS

A língua, enquanto código ou sistema, permite uma variedade de usos, que podem ser adotados pelos falantes, em conformidade com as exigências situacionais da comunicação. Uma linguagem nunca é falada da mesma maneira pelos seus usuários, ela está sujeita a muitas variações, ou seja, o modo de falar de falante varia. Estas variações acontecem de época para época, de região para região, de grupo social para grupo social e tantas outras variedades existentes no português brasileiro.

A essa variedade, seja social ou individual, dá-se o nome de variantes linguísticas. As variantes linguísticas podem ser atribuídas a diversas influências : geográficas, sociais, etária, profissional, contextuais.

– A –

Abençoo [ Forma verbal ]

Abotoo [ Forma verbal ]

Açoriano

Acriano

Adenoide

Aeroespacial

Afro-asiático

Afrodescendente

Afro-luso-brasileiro

Afromestiço

Agroindustrial

Água com acúçar

Água de cheiro

Água-de-colônia

Águe / Ague ( ú ) [ Formas verbais ]

Aiuba

Alcaloide

Alcateia

Além-fronteira

Além-mar

Ama de leite

Amoré-guaçu

Amoreia

Amor-perfeito

Anajá-mirim

Andá-açu

Andorinha-do-mar

Andorinha-grande

Andreia

Androide

Anglo-americano

Anglo-canadense

Ante-estreia [ Vogal + Vogal -> Hífen ]

Ante-hipótese

Anterrosto

Antessacristia

Antessala

Antesocrático

Antiaéreo

Antialcoólico

Antiarlégico

Antiamericanismo

Antiético

Anti-hemorrágico

Anti-herói

Anti-higiênico

Anti-horário

Anti-humano

Anti-ibérico

Anti-imperialismo

Anti-infeccioso

Anti-inflacionário

Anti-inflamatório

Antioxidante

Antirrábico

Antirracismo

Antirreligioso

Antirroubo

Antirrugas

Antissemita

Antisséptico

Antissequestro

Antissimetria

Antissionista

Antissocial

Antissoviético

Anti-Stalin

Antistalinista

Antropoide

Ao Deus-dará

Apneia

Apoio, Apoiem, Apoie [ Formas verbais ]

Aquém-mar

Aquém-oceano

Arco-da-velha

Aeguo, Arguis, Argui [ Formas verbais ]

Arqui-hipérbole

Arqui-inimigo

Arqui-irmandade

Arquirrivalidade

Arquirromântico

Assembleia

Asteroide

Ateia

Autoadesivo

Autoafirmação

Autoajuda

Autoanálise

Autoaprendizagem

Autoavaliação

Autoescola

Autoestima

Autoestrada

Autoimunidade

Autoindicação

Autoinstrução

Autointoxicação

Auto-observação

Auto-ônibus

Autopiedade

Autorregulamentação

Autorrespeito

Autorretrato

Autosserviço

Autossuficiência

Autossugestão

Autossustentável

Averíguo / Averiguo ( ú ) [ Formas verbais ]

Azaleia

– B –

Baba de moça

Bahia de todos-os-santos [ Capitania ]

Baía de todos-os-santos [ Acidente geográfico ]

Baiuca

Basileia

Benfeito

Benzoico

Bicho de sete cabeças

Bicho do mato

Bico de jaca

Bico de papagaio

Bico-de-papagaio [ Botânica ]

Bi-harmônico

Bilíngui ( ü )

Biorritmo

Biossatélite

Blêizer

Boca de sino

Bocaiuva

Boia

Boia-fria

Boiuno

Bola ao cesto

Boleia

Boraceia

Brasileia

Bumba meu boi

Butanoico

Byroniano [ De Byron ]

– C –

Cabo de guerra

Cabra da peste

Café com leite

Café da manhã

Calcanhar de aquiles

Calcanhar de judas

Caldeia

Cama de gato

Câmara de ar

Camisa de força

Camisa de vênus

Cananeia

Carne de sol

Castanha-do-pará

Caucasoide

Cavalo de pau

Ceará-Mirim

Cafaleia

Cenozoico

Centopeia

Centro-americano

Chá de panela

Cingapura

Circum-escolar [ Circum + Vogal -> Hífen ]

Circum-hospitalar [ Circum + H -> Hífen ]

Circum-murado [ Circum + M -> Hífen ]

Circum-navegação [ Circum + N -> Hífen ]

Claraboia

Coabitar

Coautor

Cidelinquente

Codiretor

Coedição

Coeducação

Coerdeiro

Coexistir

Cofundador

Colmeia

Cologaritmo

Comista [ De Comte ]

Contêiner

Contra-almirante

Contra-argumento

Contradomínio

Contraespionagem

Contraexemplo

Contra-harmônico

Contraindicação

Contraofensiva

Contraoferta

Contraordem

Contrarreforma

Contrarregra

Contrarrevolução

Contrassenha

Contrassenso

Coo [ Forma verbal ]

Coobrigação

Coocupante

Coordenador

Copiloto

Coprodução

Cor-de-rosa

Coreano

Coreia

Coreico

Corioide / Coroide

Coroo [ Forma verbal ]

Correlação [ Co + R -> Sem Hífen e dobra o R ]

Correligioso

Corréu

Corticoide

Cossecante [ Co + S -> Sem Hífen e dobra o S ]

Cosseno

Cossenoide

Cotangente

Creem [ Forma Verbal ]

Cuiuba

– D –

Darwinismo [ De Darwin ]

Deem [ Forma verbal ]

Deságuo / Desaguo ( ú ) [ Formas verbais ]

Descreem [ Forma Verbal ]

Destoo [ Forma Verbal ]

Destróier

Desumano

Diarreia

Dicroico

Di-hibridismo

Di-hidrazina

Dismenorreia

Dispneia

Doo [ Forma verbal ]

Dulcineia

– E –

Eletro-hidráulico / eletroidráulico

Eletro-óptica

Eletrossiderurgica

Enjoo [ Substantivo / Forma verbal ]

Entre-eixo

Enxáguo / Enxaguo ( ú ) [ Formas verbais ]

Epopeia

Epopeico

Eritreia

Espermatozoide

Esquizoide

Esteroide

Estoico

Estreia [ Substantivo / Forma verbal ]

Estreie [ Forma verbal ]

Estroina

Etanoico

Euro-africano

Euro-americano

Euro-asiático

Europeia

Ex-almirante

Ex-aluno

Ex-diretor

Ex-hospedeira

Ex-marido

Ex-presidente

Ex-primeiro-ministro

Ex-rei

Extra-atmosférico

Extraescolar

Extra-humano

Extraoficial

Extrarregimento

Extrarregular

Extrasseco

Extrassensorial

Extrasssístole

Extrassolar

– F –

Farmacopeia

Farmacopeico

Faz de conta

Feuijão com arroz

Feiume

Filipeia

Flavonoide

Forma

Frankliniano [ De Franklin ]

– G –

Gaiuta

Garrettiano [ De Garrett ]

Gêiser

Geleia

Geoide

Gonorreia

Gonorreico

Grão-pará

Guaíba

Guaíra

Guarda-chuva

Guarda-noturno

Guarda-roupa

– H –

Hebreia

Hemorroida

Heroico

Hidrelétrica / Hidroelétrica

Hiper-realista

Hiper-requintado

Hiper-requisitado

Humanoide

– I –

Ideia

Indo-africano

Indo-árabe

Indo-europeu

Indo-pacífico

Infra-assinado

Infra-axiliar

Infraestrutura

Infrarrenal

Infrassom

Interespecífico

Inter-racial

Inter-regional

Interregno

Inter-relação

Inter-resistente

Intra-articular

Intra-hepático

Intraindústria

Intraocular

Intrarraquidiano

Intrassubjetivo

Intrauterino

Introito

– J –

Jardim de infância

Jardim de inverno

Jiboia

Jogo da velha

Joia

Jureia

– K –

Kantismo [ De Kant ]

Kuwait

Kuwaitiano

– L –

Lambisgoia

Leão de chácara

Leem [ Forma verbal ]

Leiloo [ Forma verbal ]

Leva e traz

Lindoia

Língua de sogra

Lua de mel

Luso-brasileiro

Luso-espanhol

– M –

Mãe de santo

Magoo [ Forma verbal ]

Mais-que-perfeita

Malfeito

Manacá-açu

Mandachuva

Mantêm [ Forma verbal ]

Mão de ferro

Mão de obra

Maria vai com as outras

Mastoide

Mastóideo

Mato-grossense

Maxi-indexação

Medeia

Megalivraria

Megassena

Megassoma

Mesoatlântico

Mesoceeânico

Mesopacífico

Mesozoico

Metanoia

Microeletrônica

Micro-ondas

Micro-ônibus

Micro-organismo / microrganismo

Microrradiografia [ Micro + R -> Sem Hífen e dobra o R ]

Microrregião

Microssistema [ Micro + S -> Sem Hífen e dobra o S ]

Miniconto

Minidesvalorização

Minidicionário

Minienciclopédia

Miniexposição

Miniquadra

Minirrádio

Minirretrospectiva

Minissérie

Minissubmarino

Minitorneio

Mongoloide

Moo [ Forma verbal ]

Moreia

Morfeia

Movimento dos Sem-Teto do Centro [ MSTC ]

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Teto [ MST ]

Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto [ MTST ]

Muiuna

Multicultural

Multimilionário

– N –

Nazifascismo

Neoeslavismo

Neoestoicismo

Neoexpressionismo

Neo-helênico

Neoimperialismo

Neorrealismo

Neozoico

Ninfeia

Ninfoide

Norte-americano

Nucleico

– O –

Odisseia

Olho de sogra

Onomatopeia

Onomatopeico

Ovoide

– P –

Pai de santo

Pai dos burros

Paleozoico

Panaceia

Pan-africano [ Pan + vogal -> Hífen ]

Pan-americano

Pangeia

Pan-helênico [ Pan + H -> Hífen ]

Pan-mágico [ Pan + M -> Hífen ]

Pan-negritude [ Pan + N -> Hífen ]

Panrusso

Para [ Preposição / Forma verbal ]

Para-brisa

Para-choque

Para-lama

Paraná-mirim

Paranoia

Paranoico

Paranoide

Paraquedas

Paraquedista

Para-raios

Para-sol

Para-vento

Passa-Quatro

Patuleia

Pau a pique

Pau de arara

Pauliceia

Pé-de-meia

Pé de moleque

Pé de pato

Pela [ Substantivo / Forma verbal ]

Pelo [ Substantivo / Preposição / Forma verbal ]

Pera [ Substantivo / Preposição arcaica ]

Perdoo [ Forma verbal ]

Perestroica

Pigmeia

Pinoia

Piorreia

Piramboia

Plateia

Plurianual

Plutoide

Pode [ 3º pessoa do singular, presente do indicativo ]

Pôde [ 3º pessoa do singular, preterito perfeito do indicativo ]

Pó de arroz

Poli-insaturado

Poliploide

Polo [ Substantivo / Preposição ]

Pompeia

Pôr [ Forma verbal ]

Por [ Preposição ]

Povoo [ Forma verbal ]

Predeterminar

Preeminência

Preencher

Pré-escola

Preestabelecer

Pré-estreia

Preexistir

Preveem [ Forma verbal ]

Prosopopeia

Proteico

Pseudoárbitro

Pseudo-heroico

Pseudossufixo

– Q –

Quadro de giz

Quadro-negro

Quebra-molas

Quebra-nozes

Queloide

Quelonióideo

Quinquênio

– R –

Rabo de saia

Redeem [ Forma verbal ]

Reescrever / Rescrever

Reestreia

Reidratar

Reiuna

Releem [ Forma verbal ]

Restabelecer

Reumatoide

Reveem [ Forma verbal ]

Rio-Niterói

Roo [ Forma verbal ]

Rosa dos ventos

Rubineia

– S –

Sacaroide

Santa Rita do Passo-Quatro

Sauipe

Seborreia

Semiaberto

Semiacabado

Semianalfabeto

Semiângulo

Semiárido

Semiautomático

Semidesnatado

Semieixo

Semielíptico

Semiembriagado

Semiesfera

Semiespaço

Semiespecializado

Semi-hospitalar

Semi-humano

Semi-integral

Semi-interno

Semiobscuridade

Semioficial

Semirreal

Semirreta

Semissintético

Semissoma

Semiúmido

Sem-número

Sem-terra

Sem-teto

Sem-vergonha

Sequoia

Shakesperiano [ De Shakespeare ]

Sino-brasileiro

Sino-hindu

Sobrevoo [ Substantivo / Forma verbal ]

Sócio-gerente

Soo [ Forma verbal ]

Sota-vento

Soto-mestre

Suaíli

Sub-hepático

Sub-humano

Sub-região

Sul-africano

Superabundância

Superagudo

Superaquecimento

Superárbrito

Superávit

Super-homem

Super-racional

Super-realista

Super-resistente

Super-revista

Supersaboroso

Supra-auricular

Supra-axilar

Supraexpinal

Supra-hepático

Supra-hióideo

Supraocular

Suprarrenal

Suprassensível

Suprassumo

– T –

Tabloide

Taiuva

Taylorista [ De Taylor ]

Tele-entrega

Telefone sem fio

Telemensagem

Têm [ Forma verbal ]

Teodiceia

Testa de ferro

Teteia

Tifoide

Tipoia

Tireoide / Tiroide

Tireóidea

Tomara que caia

Traço de união

Tramoia

Trapezoide

Traqueia

Traqueoide

Traquitoide

Trás-os-montes

Tresleem [ Forma verbal ]

Tri-hídrico

Trinca-fortes

Trioico

Trocoide

Troia

Tuiuca

– U –

Ultra-apressado

Ultraelevado

Ultra-hidratante

Ultra-hipérbole

Ultrarradical

Ultrarrápido

Ultrarrealismo

Ultrarromântico

Ultrassecreto

Ultrassofisticado

Ultrassom

Ultrassônico

Ultrassonografia

Unha de fome

Urbanoide

Ureia

– V –

Veem [ Forma verbal ]

Veiudo

Vêm [ Forma verbal ]

Verborreia

Verborreico

Vice-presidente

Vice-reitor

Vizo-rei

Voo [ Substantivo / Forma verbal ]

– W –

Wagneriano [ De Wagner ]

– X –

Xiquexique [ Botânica ]

Xique-xique

Xiquexiquense

– Y –

Yin-Yang

– Z –

Zoo [ Substantivo / Forma verbal ]

  • Acentuação

– Acento Agudo – O acento agudo desaparece das palavras da língua portuguesa em três casos

  • Nos ditongos [ Encontro de duas vogais proferidas em uma só silaba ] abertos ei e oi das palavras paroxítonas [ Aquelas cuja sílaba pronunciada com mais intensidade é a penúltima ] .

Ex.: Assembléia -> Assembleia ; Heróico -> Heroico ; Idéia -> Ideia ; Jibóia -> Jiboia

– No entanto, as oxítonas [ Palavras com acento na última sílaba ] e os monossílabos tônicos terminados em éi, éu e ói continuam com o acento [ No singular e / ou no plural ] .

Ex.: Herói ( s ) , Ilhéu ( s ) , Chapéu ( s ) , Anéis , Dói , Céu

  • Nas palavras paroxítonas com i e u tônicos que formam hiato [ Sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes ] com a vogal anterior quando esta faz parte de um ditongo.

Ex.: Baiúca -> Baiuca ; Boiúna -> Boiuna ; Feiúra -> Feiura

– No entanto, as letras i e u continuam a ser acentuadas se formarem hiato mas estiverem sozinhas na sílaba ou seguidas de s.

Ex.: Baú , Baús , Saída

– No caso das palavras oxítonas, nas mesmas condições descritas no item anterior, o acento permanece.

Ex.: Tuiuiú , Piauí

  • Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com o u tônico precedido das letras g ou q e seguido e ou i . Esses casos são frequêntes na língua portuguesa, apenas nas formas verbais de argüir e redargüir .

Ex.: Argüis -> Arguis ; Argúem -> Arguem ; Redargúis -> Redarguis ; Redargúem -> Redarguem

– Acento Diferencial – O acento diferencial é utilizado para permitir a identificação mais fácil de palavras homófonas, ou seja, que têm a mesma pronûncia. Atualmente, usamos o acento diferencial – agudo ou circunflexo – em vocábulos como pára [ Forma verba] , a fim de não confundir com para [ A preposição ] . Com a entrada do vigor em acordo, o acordo diferencial não será mais usado nesse caso e também nos que estão a seguir:

Péla [ Do verbo pelar ] e Pela [ A união da preposição com o artigo ]

Pólo [ O substantivo ] e Polo [ A união antiga e popular de por e lo ]

Pélo [ Do verbo pelar ] e Pelo [ O substantivo ]

Pêra [ O substantivo ] e Pera [ A preposição arcaica que significa para ]

– No entanto, duas palavras obrigatoriamente continuarão recebendo o acento diferencial:

Pôr [ Verbo ] mantém o circunflexo para que não seja confundido com a preposição Por.

Pôde [ O verbo conjugado no passado ] também mantém o circunflexo para que não haja confusção com Pode [ O mesmo verbo conjugado no presente ] .

Obs.: Já em fôrma / forma o acento é facultativo.

– Acento Circunflexo – Com o acordo ortográfico, o acento circunflexo não será mais usado nas palavras terminadas em oo.

Ex.: Enjôo -> Enjoo ; Vôo -> Voo ; Abençôo -> Abençoo ; Corôo -> Coroo ; Magôo -> Magoo ; Perdôo -> Perdoo

– Da mesma forma, deixa de ser usado o circunflexo na conjugação da terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados.

Ex.: Crêem -> Creem ; Dêem -> Deem ; Lêem -> Leem ; Vêem -> Veem ; Descrêem -> Descreem ; Relêem -> Releem ; Revêem -> Reveem

– No entanto, nada muda na acentuação dos verbos ter, vir e seus derivados. Eles continuam com o acento circunflexo no plural [eles têm, eles vêm ] e, no caso dos derivados, com o acento agudo nas formas que possuem mais de uma sílaba no singular [ ele detém, ele intervém ] .

  • Trema

– O trema, sinal gráfico de dois pontos usado em cima do u para indicar que essa letra, nos grupos que, qui, gue e gui, é pronunciada, será abolido. É simples assim, ele deixa de existir na língua portuguesa. Vale lembrar, porém, que a pronuncia continua a mesma.

Ex.: Agüentar -> Aguentar ; Eloqüente -> Eloquente ; Freqüente -> Frequente ; Lingüiça -> Linguiça ; Sagüi -> Sagui ; Seqüestro -> Sequestro ; Tranqüilo -> Tranquilo ; Anhangüera -> Anhanguera

– No entanto,o trema vai ser mantido em nomes próprios de origem estrangeira, bem como os seus derivados.

Ex.: Bündchem, Müller, Mülleriano.

  • Hífen

– O hífen deixa de ser empregado nas seguintes situações:

  • Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes s ou r . Nesse caso, a consoante obrigatoriamente passa a serduplicada.
  • Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente.

Ex.: Anti-religioso -> Antirreligioso ; Anti-semita -> Antissemita ; Auto-aprendizagem -> Autoaprendizagem ; Auto-estrada -> Autoestrada ; Contra-regra -> Contrarregra ; Contra-senha -> Contrassenha ; Extra-escolar -> Extraescolar ; Extra-regulamentação -> Extrarregulamentação

– No entanto, o hífen permanece quando o prefixo termina com r [ Hiper, Inter e Super ] e a primeira letra do segundo também é r .

Ex.: Hiper-requintado , Super-resistente

  • Alfabeto

– O alfabeto passa a ter 26 letras. Além das atuais, serão oficialmente incorporadas as letras k, w, e y . No entanto, seu emprego fica restrito a apenas alguns casos.

  • Em nomes próprios e seus derivados.

Ex.: Franklin, Frankliniano, Darwin, Darwiniano, Taylor, Taylorista

  • Em nomes próprios de lugares originários de outras línguas e seus derivados.

Ex.: Kuwait, Kuwaitiano, Washington, Yokohama, Kiev

  • Em símbolos, abreviaturas, siglas e palavras adotadas como unidades de medida internacionais.

Ex.: Km [ Quilômetro ] , KLM [ Companhia aérea ] , K [ Potássio ]

  • Em palavras estrangeiras incorporadas à língua.

Ex.: Sexy , Show , Download , Megabyte .

Verbo To Be.

Publicado: maio 27, 2009 por Stefan Yohansson em ' Linguagens, Códigos E Suas Tecnologias E Redação, Inglês

Um verbo que todos tem de aprender e não esqueçer nunca é chamado de:

Verbo: To Be

vamos as devidas considerações, pessoal.

To é o indicador de infinito (amar, desejar, andar), sim infinito, aquele das terminações – ar, er, ir –

To Be – Ser ou Estar, e com algumas modificações temos suas devidas variações

Como sabemos o verbo acompanha o sujeito, ou não, caso ele não exista na frase ou seja oculto. Mas, a todo caso, temos a seguinte estrutura basica de frase:

Sujeito + Verbo Auxiliar (Verbo To Be) + Verbo + Complemento

Esse verbo auxiliar, To Be, vai vir em diferentes formas para cada pronome, vejamos suas formas para cada pronome, e suas contrações:

Pro.        Verbo. Aux.            Contrações

I                 am                                 I’m

You            are                              You’re

He               is                                  He’s

She              is                                 She’s

It                  is                                   It’s

We             are                                 We’re

They          are                                 They’re

Lembrando que não é obrigatório fazer a contração, é apenas questão de preguiça ou encurtação do texto;

Exemplo de frase:

I’m playing football with my friends.

Eu estou jogando futebol com meus amigos.

Desse exemplo já podemos tirar a terminação de gerundio (correspondente do português, para quem não sabe, andando, cantando), que seria o ing posto no fim do verbo, mas falaremos disso no próximo capitulo, que será presente continuo.

Vamos voltar e nos concentrar no verbo To Be.

– E quando eu quiser fazer uma pergunta?

Perceba que não é nada mais que inverter o verbo auxiliar e pôr ele no começo, nesse caso não há contração:

Exemplo:

Are You ready?

Você está pronto?

E por fim, para negar alguma coisa;

Sujeito + verbo Auxiliar (To Be) + not + verbo + complemento

You are not ready?

You aren’t ready?

Você não está pronto?

Contrações:

I am not – Ain’t

You are not – You Aren’t

He is – He isn’t ( o mesmo para She e It )

We aren’t

They aren’t

Fiquem prontos para o próximo capitulo que será Present Simples e continuo em um post só. (: ~

Obrigado a todos os leitores, e gostaria de agradecer mais ainda ao meu amor, que me ajuda e contribue com as áreas de Humanas e materias gays dificeis para mim, como: Português, História e Biologia e outras aí :~ (As que não tem calculos.)

Só gostaria de agradecer e dizer que Te amo, Gigante. ❤ ~

Enfim, Obrigado aos leitores e boa noite.